segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Hotelaria nacional quer adotar reaproveitamento de alimentos


Em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) pretende promover neste ano dez seminários para tratar da reeducação alimentar e do aproveitamento dos alimentos no setor. No ano passado, a entidade promoveu três workshops com a mesma finalidade. A informação é do o presidente da Abih nacional, Enrico Fermi.
Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que cerca de 40% dos alimentos, da produção ao consumo, são desperdiçados no país. “Daria para sustentar uma Argentina”. Segundo ele, o trabalho de conscientização da hotelaria começou no ano passado e ganhou força com o lançamento da campanha global da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o desperdício de alimentos. Dados da ONU revelam que mais de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas no mundo a cada ano.
Dois programas resultantes da parceria da Abih com o Sesi são divulgados para a hotelaria nacional: o Cozinha Brasil, de reaproveitamento de alimentos; e o Vira Vida, que tira jovens da linha da marginalidade, promove sua capacitação e os emprega na cadeia hoteleira.
Com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a associação divulga para o setor os produtos gerados pela agricultura familiar, reduzindo os prejuízos causados pelos atravessadores. “Quando cai na mão do atravessador, o pequeno produtor fica somente com 15% do preço final. A hotelaria está comprando direto através do site do ministério”.
No dia 19 de março, a Abih organizará o primeiro workshop deste ano dentro do programa de combate ao desperdício de alimentos, em João Pessoa (PB). Os próximos locais e datas serão definidos pela entidade em conjunto com o Sesi e o MDA.
Para Enrico Fermi, a campanha da ONU vem em um momento oportuno. Ele lembrou que a sustentabilidade é montada em um tripé: ambiental, social e econômico. A entidade quer capacitar todos os chefes de cozinha da rede filiada para a reciclagem de alimentos.
A ideia, informou, é conseguir “não mais de 10%” de desperdício, que hoje é da ordem de 30% na hotelaria brasileira. Ele ressaltou, entretanto, que grande parte dessa perda não ocorre dentro dos hotéis, mas na área de transporte e de infraestrutura. “Dentro dos nossos estabelecimentos, a gente quer reduzir em 30% logo no primeiro momento. Depois, em um processo de educação, a gente quer conseguir avançar com isso”.
No Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) a campanha da ONU está sendo vista “como um dos grandes assuntos do momento, do setor”, segundo informou à Agência Brasil o presidente da entidade, Pedro de Lamare. Ele acabou de chegar de Lyon, na França, onde participou de uma feira mundial cujo tema principal era a gastronomia sustentável e o combate ao desperdício.
“Acho que cada empresa está fazendo a sua parte. E a ideia é que a gente (SindRio) comece a coordenar esse trabalho”. No final do ano passado, o SindRio criou a diretoria de Sustentabilidade, que vai tratar mais diretamente do tema do desperdício de alimentos.
Para ele, a busca da sustentabilidade é uma tendência global, acentuou. “Não tenho dúvidas que esse é um caminho irreversível. E até de uma maneira mais extensa”. O assunto, enfatizou, tem a ver com a questão da agricultura intensiva, do esgotamento do solo, da origem dos alimentos. “É um trabalho conjunto, de um ciclo todo que a gente tem que analisar”.
Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Recebeu em dinheiro, troco tem de ser em dinheiro


A falta de troco é uma realidade no mercado. As moedas de um centavo praticamente não existem, mesmo assim, boa parte do varejo, como estratégia de marketing, usa do expediente de não arredondar seus preços. Na maioria das vitrines o que se vê são itens que custam R$ 10,99; R$ 29,99; R$ 99,99. Esses são só alguns exemplos de valores.

As lojas que se dispõem a praticar preços que não são redondos e não têm troco para entregar ao consumidor que paga em dinheiro vivo estão sujeitas a punições tanto pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) quanto pelo Código Civil. Pelo artigo 884 do Código Civil, elas podem ser enquadradas por enriquecimento ilícito. Se, por acaso, resolvem dar alguma guloseima ao consumidor (como bala ou chiclete) como troco, tal ato pode configurar venda casada conforme o artigo 39 do CDC.


"O correto, no caso de inexistência de troco, é corrigir o preço para baixo. Caberia às entidades que representam as empresas orientar seus associados para agirem assim", destaca Marcio Marcucci, diretor de Fiscalização do Procon-SP. Ou seja, se não há moeda de um centavo para entregar ao consumidor, mas tem de cinco centavos, então, se devolvem os cinco centavos, mesmo que para a loja seja um "prejuízo" de quatro centavos. "Ou até mais', acrescenta Marcucci. "Afinal, as empresas só são obrigadas a receber em dinheiro pelo pagamento por suas vendas. Então, devem ter troco", completa.

Os varejistas também devem ficar atentos ao fato de que não podem estipular valor para pagar com cartão de débito ou crédito, opções para contornar a falta de troco. Mas é comum ver nos estabelecimentos placas informando que só aceitam cartões a partir de um determinado valor. As empresas se justificam dizendo que não compensa receber valor abaixo do estipulado em razão dos custos para aceitar a moeda de plástico. "As entidades de defesa do consumidor entendem que esses custos são inerentes à atividade da empresa, assim como os gastos com energia elétrica ou água", acrescenta o diretor de Fiscalização do Procon-SP.

Punição – A recusa em aceitar cartão abaixo de um determinado valor, não dar troco por falta de moedas, usar outros produtos como troco ou fornecer vale como troco são passíveis de autuação pelos órgãos de defesa do consumidor caso estes recebam denúncia, o que raramente ocorre. Mas se a entidade pública de defesa do consumidor for alertada por um consumidor sobre essas práticas poderá enviar equipe de fiscalização ao local e, constatado in loco a veracidade da informação, a empresa pode ser autuada por prática abusiva (artigo 39 do CDC) e ficará sujeita a multas, cujos valores vão de
R$ 457 a R$ 6.860 milhões, dependendo do grau da infração e se há reincidência.
"O consumidor deixa de reclamar sobre esses fatos porque não enxerga como algo ilícito ou por considerar o valor irrisório. Mas os Procons acatam a denúncia pelo aspecto coletivo. Se um determinado estabelecimento deixa de dar troco de um centavo a 10 mil pessoas, quanto ele não ganhará", questiona Marcucci.

Cobrança em duplicidade pode onerar fornecedor

Por outro lado, as empresas que por algum motivo recebem duas vezes a mesma conta de um consumidor estão sujeitas a devolver a quantia em dobro, acrescida de juros e correção monetária. Dependendo da situação, terão de pagar indenização por dano moral e econômico. É que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) institui a repetição do indébito (artigo 42), nome de um processo judicial para a devolução da quantia que se pagou a mais.

A repetição do indébito não faz nenhuma ressalva à forma pela qual o consumidor pagou em duplicidade, mas para ele ter direito a requerer a devolução em dobro precisa, necessariamente, ter pago a mais, ou seja, se só for cobrado e não desembolsou o valor pela segunda vez não tem direito, até porque, o próprio sistema nacional de defesa do consumidor brasileiro não admite que o consumidor utilize dessa determinação legal para auferir vantagem. Ou seja, ao receber a cobrança de algo já quitado resolve pagar para depois solicitar a restituição em dobro pode configurar má-fé por parte do consumidor, embora seja muito difícil provar isso. "Mas as empresas precisam criar sistemas que possam se resguardar desse tipo de ação por parte do consumidor", afirmam especialistas na matéria.

Outro detalhe importante sobre cobrança em dobro é que se o consumidor não quitá-la, seu nome não pode ser enviado para cadastro restritivo. Se isso ocorrer, aí o consumidor pode ajuizar ação na Justiça solicitando dano moral.

Não é considerada como cobrança em dobro se um consumidor comprar e pagar dois produtos e verificar, depois, que apenas um foi colocado na sacola. Nesse caso há descumprimento de contrato (artigo 51 do CDC) e não cobrança a maior.

Fonte: Diário do Comércio - SP

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Restaurantes e bares agora dão 'mimos' a ciclistas


De suco de graça a 10% de desconto em crepes, estabelecimentos tentam jeitos diferentes de atrair o público que chega de bike
Muita gente pedala para perder alguma coisa - gordura, fadiga ou estresse. Mas agora os ciclistas paulistanos também começam a ganhar quando passeiam com suas bikes. É que estabelecimentos gastronômicos da cidade passaram a oferecer brindes e descontos para quem chega sobre duas rodas. De salada a chá mate, existem opções para satisfazer a praticamente todos os gostos.
O bairro de Pinheiros, na zona oeste, concentra a maior parte dessa nova modalidade de oferta. Só no entorno da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em ruas como Ferreira de Araújo e Padre Carvalho, há quatro locais (equipados com paraciclo) para parar a bicicleta que garantem mimos.
Nos dias mais quentes, as melhores opções por ali talvez sejam o restaurante Chácara Santa Cecília e a doceria Bolo à Toa. Os ciclistas que os escolherem ganham, de graça, um suco natural e uma garrafinha de água gelada, respectivamente. E, se a ideia é dar um toque litorâneo, a partir de amanhã o bar Pirajá recepcionará os pedaleiros com um copo de mate - que promete ser parecido ao das praias cariocas.
Para chamar ainda mais a atenção para seu "estacionamento" gratuito de bicicletas, o bar convidou o artista Ygor Marotta, que faz, às 14h de hoje, uma intervenção no muro atrás dos paraciclos. "A intenção é atrair quem está pedalando na ciclovia da Faria Lima", afirma Natanael Paes, de 31 anos, responsável pelo marketing do Pirajá.
Negócio. Os paraciclos desses estabelecimentos têm algo em comum. Foram instalados por uma empresa especializada em fomentar serviços para ciclistas, a Ciclomídia. Cada uma das estruturas de metal destinadas às magrelas e instaladas na faixa de serviço da calçada - a mesma onde há orelhões e postes - custa R$ 350, pagos pelos donos dos bares e restaurantes.
"Muito comerciante não percebeu que os ciclistas são bons consumidores. Fazer essas promoções, além de oferecer um lugar para deixar a bicicleta, ajuda a cativá-los", explica o empresário Eduardo Grigoletto, de 40 anos, dono da marca. Ele garante que os paraciclos no passeio público são permitidos, já que integram o mobiliário urbano. Os participantes recebem uma placa de "bike point", ou seja, amigável para quem anda de bicicleta.
O bistrô Le Repas, em Pinheiros, montou um paraciclo em novembro. Cliente do local, a sommelier Karen Ferrari, de 34 anos, ganha uma salada de folhas frescas toda vez em que chega lá de bike. "Já tinha visto isso em Paris e Amsterdã." A psicóloga Renata Barros, de 34, também aderiu à ideia. "Só à noite venho de carro, porque é mais seguro".
A poucas quadras dali, a Chácara Santa Cecília dá um suco de 330 ml para quem aparece de bicicleta. O dono, Gustavo Badue, de 45 anos, espera que o movimento nos dois paraciclos do restaurante, colocados em janeiro, cresça após o fim da obra no Largo da Batata. "Hoje o trajeto ainda está um pouco difícil".
O músico Amoy Ribas, de 32 anos, costuma ir à creperia Central das Artes, em Perdizes, na zona oeste, que dá 10% de desconto para ciclistas. "Óbvio que a melhor coisa para quem anda de bike é uma cidade com vias adequadas, mas creio que iniciativas assim ajudam a incentivar o uso e o respeito pela bicicleta".
Fonte: Estadão

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

McDonald’s lança campanha para mostrar origem dos ingredientes


Vídeos na web e TV mostram procedência dos alimentos vendidos nas lojas da rede de fast food no Brasil e na América Latina 

O McDonald's lançou na quinta-feira, 14, uma campanha para mostrar ao consumidor a origem dos ingredientes usados nos lanches da rede, chamada de "Além da Cozinha". 

Por enquanto, três vídeos estão disponíveis no site www.alemdacozinha.com.br e mostram depoimentos de fornecedores de carne, alface e batata para a rede de fast food, com imagens da produção no campo. Na televisão, a campanha estreou na noite de ontem, em vários canais. As ações serão realizadas no Brasil e em outros países da América Latina.

Segundo Roberto Gnypek, diretor de marketing da Arcos Dourados, responsável pela marca McDonald's no Brasil, a empresa percebeu que hoje o consumidor está mais preocupado com a origem do produto e como a toda a cadeia produtiva afeta o meio ambiente.
O atual escândalo da carne de cavalo vendida com bovina na Europa é exemplo da repercussão desse tipo de assunto na vida de consumidores, autoridades e produtores, e tem chamado a atenção para o tema da certificação da origem dos alimentos.

Na mesma linha da campanha brasileira, o McDonald's da Austrália lançou em janeiro deste ano um aplicativo para iPhone que rastreia a origem da comida. Lá, a rede de fast food tem o apelido de Macca’s. Por isso, o aplicativo é chamado de TrackMyMacca’s (rastreie meu McDonald's - tradução livre). 

O app vai funcionar até junho. O consumidor tira foto do lanche e, via GPS, o aplicativo rastreia a loja em que a pessoa está e informa quais fornecedores vendem para aquele local.

Interatividade

Uma segunda fase da campanha do McDonald's no Brasil - ainda sem data para começar - vai apostar na interatividade. No site, os consumidores poderão postar perguntas, que serão respondidas pela empresa via vídeo, texto ou imagem.

A experiência deverá ser parecida com a realizada pelo McDonald's do Canadá desde o ano passado, chamada "Our food, your questions" (nossa comida, suas perguntas - tradução livre), que já respondeu 19 mil perguntas de consumidores.

Uma das perguntas que fez mais sucesso no Canadá foi: por que o sanduíche da propaganda do McDonald's parece diferente do vendido nas lojas? O questionamento foi respondido em vídeo protagonizado pela diretora de marketing da empresa no Canadá, que justificou, entre outros, que o sanduíche da loja leva cerca de um minuto para ficar pronto, enquanto o fotografado demora mais de uma hora e recebe retoques para que todos os ingredientes fiquem à mostra na foto.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Escândalo da carne de cavalo reduz consumo de refeições prontas


Uma pesquisa revelou que quase um terço dos adultos na Grã-Bretanha parou de comer refeições prontas como resultado do escândalo da carne de cavalo, enquanto 7% suspenderam o consumo de carne completamente.

O estudo “ComRes”, encomendado pelos jornais “Sunday Mirror” e “The Independent” mostrou que 31% desistiram de consumir refeições prontas com a descoberta de carne equina em produtos rotulada como carne bovina.

A pesquisa também constatou que 33% a 53% são a favor do banimento das importações de todos derivados de carne até ter certeza de sua origem. Cerca de 44% concordaram que o governo britânico tinha respondido bem à crise, enquanto 30% discordaram. Foram entrevistados 2.202 adultos de forma online na última quarta e quinta-feira.


Vinte e nove produtos com carne bovina entre 2.501 testados na Grã-Bretanha apresentavam mais que um por cento de carne de cavalo, segundo divulgou na sexta-feira a Agência de Padrões para Alimentos.

O escândalo tem levado governos a lutar para descobrir como e onde a rotulagem incorreta aconteceu na extensa cadeia de produção, que abrange um “labirinto” de abatedouros e fornecedores de carne na Europa.

“Precisamos restaurar a confiança do consumidor”, disse o vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg. Ele acrescentou que está trabalhando com as autoridades europeias, com outros países europeus em um debate mais sistemático e com testes aleatórios.

O líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, disse que a coalizão de governo foi lenta demais para “segurar” a situação.

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Regulamento do ICMS para bares e restaurantes sofre alteração


Atendendo à solicitação da Abrasel-PR (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), o Governo do Paraná alterou o texto do Regulamento do ICMS, através do Decreto 6.912 publicado em 28 de dezembro de 2012. Dessa forma, outros tipos de operação ou prestação do contribuinte que tenha a alimentação como atividade preponderante também será tributado pelo Regime Especial para Bares e Restaurantes.

Com a modificação, bares e restaurantes poderão declarar o ICMS pelo Regime Especial (atualmente de 3,2% sobre a receita) não apenas sobre a venda de alimentos e bebidas, mas também sobre a venda de outros produtos, como souvenires com o nome do estabelecimento.


“Essa medida serve como um incentivo ao setor em um momento propício para preparar o Estado do Paraná para atender a uma demanda crescente de clientes, especialmente com a realização de grandes eventos previstos para os próximos anos, como a Copa do Mundo, quando muitos turistas comprarão lembranças em bares e restaurantes”, afirma Bruno Draghi, diretor da Abrasel-PR. 

Com a alteração, o Regime Especial do Estado do Paraná outorga aos bares e restaurantes os mesmos benefícios que estes estabelecimentos têm em São Paulo.

Fonte: Bem Paraná

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Restaurantes terão ´nota´ para higiene

Projeto que está sendo elaborado pela Anvisa prevê classificar estabelecimentos, como já acontece em outros países
Será que o frango oferecido no cardápio do restaurante foi estocado à temperatura correta? E que a cozinha tem uma proteção que barra a entrada de baratas?   Questões como essas devem ficar mais transparentes para o consumidor com um projeto em fase final de elaboração pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): a classificação dos restaurantes do país com base nas condições de higiene do estabelecimento.

Até novembro, a Anvisa deve apresentar as primeiras "notas" de restaurantes das 12 cidades-sede da Copa. A ideia segue experiências já adotadas em países como Dinamarca e Nova Zelândia e em cidades como Nova York. Na cidade americana, desde 2010 os restaurantes são categorizados por letras -em que A é a melhor classificação, e C é a pior. Depois de avaliado, o restaurante deve afixar, de forma visível para o consumidor, sua "nota" -informação que vai parar até num aplicativo para smartphones.

Após a medida, um estudo apontou na cidade queda no número de casos de Salmonella -bactéria que pode causar diarreias, vômitos etc.


Um sistema de letras semelhante é usado na Nova Zelândia. Já a Dinamarca usa carinhas mais e menos felizes para indicar a condição sanitária dos restaurantes. Essa transparência é boa, avalia o dinamarquês Simon Lau, chef do badalado restaurante Aquavit, em Brasília."Eu gostaria de colocar um sorriso ou uma letra ´A´ no meu restaurante", afirma.

Modelo nacional

No caso do Brasil, ainda não foi definido se a categorização vai ser por letras, diz Denise Resende, gerente-geral de alimentos da Anvisa. Nem a forma como a comunicação será feita -se pela internet ou com aviso no estabelecimento. "Queremos mostrar para o consumidor a variação na qualidade mesmo entre os restaurantes com permissão de funcionamento", diz Denise.

Durante dois anos, a agência quer testar o projeto, ainda tido como piloto, nas cidades da Copa -até para ser um guia a turistas estrangeiros. Há a possibilidade de estender a iniciativa a outras localidades. A adesão das cidades é voluntária e haverá recursos federais (R$ 5 milhões) para qualificação de técnicos locais de vigilância sanitária. Segundo Denise, caberá ao município estabelecer prioridades locais -como focar em um tipo de restaurante ou priorizar bairros-, com base num "check-list" de principais riscos à saúde.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, ressalva que nenhum local ficará aberto sem o mínimo de higiene hoje determinado pelas leis brasileiras.

Aprovação

De forma geral, a proposta é bem vista pelo setor.

Fernando Cabral, da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), defende que seja voluntária a divulgação do resultado pelo restaurante -o que não está previsto. A entidade ainda questiona a capacidade de fiscalização da vigilância.

A ANR (Associação Nacional dos Restaurantes) diz que o modelo funcionou no exterior e que aguarda a divulgação dos critérios nacionais.

Fonte: Folha de São Paulo